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10 Passos para Alimentação de Bebês e Crianças Pequenas

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Neste post a nutricionista Angélica Padilha nos presenteia com dicas valiosas sobre a alimentação de crianças pequenas. Se você é pai ou mãe, não deixe de ler…

Essas dicas contribuirão muito para o desenvolvimento saudável do seu bebê.

Se você gostar das dicas, deixe um comentário contando sua experiência e compartilhe com outros pais que necessitem dessas informações!

Boa leitura…

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10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS

 

Passo 1 – Oferecer somente leite materno até os 6 meses. Não oferecer água, chás ou qualquer outro alimento nesse período.

Dica: O leite materno contém tudo o que o bebê necessita até o 6º mês de vida, inclusive água. Assim, a oferta de chás, sucos e água é desnecessária e pode prejudicar a sucção do bebê, fazendo com que ele mame menos leite materno, pois o volume desses líquidos irá substituí-lo. Água, chá e suco representam um meio de contaminação que pode aumentar o risco de doenças. A oferta desses líquidos em chuquinhas ou mamadeiras faz com que o bebê engula mais ar propiciando desconforto abdominal pela formação de gases, e consequentemente, cólicas no bebê. Além disso, pode-se instalar a confusão de bicos, dificultando a pega correta da mama e aumentar os riscos de problemas ortodônticos e fonoaudiológicos.

 

Passo 2 - Ao completar 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite  materno até os dois anos de idade  ou mais.

Dica: Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais. O leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças. É válido ressaltar que a criança tende a rejeitar as primeiras ofertas do(s) alimentos(s), pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor. Por isso mamãe e papai, não fiquem ansiosos, aos poucos a criança se adapta.

 

Passo 3 - Ao completar 6 meses, oferecer alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno.

Dica: As carnes são importante fonte de ferro e a partir dos 6 meses, sempre que possível, devem estar presente nas papas salgadas. Já os alimentos como laranja, limão, tomate, abacaxi, acerola, goiaba, kiwi, manga são importantes fontes de vitamina C e devem ser oferecidas junto à refeição principal ou após a refeição para aumentar a absorção do ferro.

 

Passo 4 - A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança.

Dica: As práticas nocivas de gratificação (prêmios) ou coercitivas (castigos) para conseguir que as crianças comam não devem ser realizadas. Algumas crianças precisam sim ser estimuladas a comer, mas nunca forçadas. A criança deve receber alimentos quando demonstrar fome, por isso horários rígidos para a oferta de alimentos prejudicam a capacidade da criança distinguir a sensação de fome e de estar satisfeito após a refeição. O importante é que exista um intervalo entre as refeições (2 a 3 horas).

 

Passo 5 - A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; iniciar com a consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família (sólida).

Dica: Nesta fase os alimentos devem ser amassados com o garfo. A consistência terá o aspecto pastoso (papa/purê). A utilização do liquidificador e da peneira é totalmente contraindicada, porque a criança está aprendendo a distinguir a consistência, sabores e cores dos novos alimentos. Além do que, os alimentos liquidificados não vão estimular o ato da mastigação.

 

Passo 6 - Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada, colorida é sinônimo de saúde.

Dica: Todos os dias devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos e deve-se variar os alimentos dentro de cada grupo. A oferta de diferentes alimentos, durante as refeições, como frutas e papas salgadas vai garantir o suprimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento normais.

 

Passo 7 - Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

Dica: Se a criança recusar determinado alimento, procure oferecer novamente em outras refeições. Lembrar que são necessárias em média, oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança.

No primeiro ano de vida não se recomenda que os alimentos sejam muito misturados, porque a criança está aprendendo a conhecer novos sabores e texturas dos alimentos.

Quando a criança já senta à mesa, o exemplo do consumo desses alimentos pela família vai encorajá-la a consumi-los.

 

Passo 8 - Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinho e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

Dica: O consumo de alimentos não nutritivos (ex. refrigerantes, salgadinhos, açúcar, frituras, doces, gelatinas industrializadas, refrescos em pó, temperos prontos, margarinas, achocolatados e outras guloseimas) está associado à anemia, ao excesso de peso e às alergias alimentares.

Já foi comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce, portanto a adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada nos dois primeiros anos de vida.

 

Passo 9 - Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.

Dica: É importante que as frutas, legumes e verduras sejam levados em água corrente e colocados de molho por dez minutos, em água clorada, utilizando produto adequado para esse fim (ler rótulo da embalagem) na diluição de uma colher de sopa do produto para cada litro de água. Depois enxaguar em água corrente, antes de serem descascados, mesmo aqueles que não sejam consumidos com casca.

 

Passo 10 - Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

Dicas: Não apresse a criança. Ela pode comer um pouco, brincar e comer novamente. É necessário ter paciência e bom humor;

Alimentar a criança tão logo ela demonstre fome. Se a criança esperar muito ela pode perder o apetite;

Não forçar a criança a comer. Isso aumenta o estresse e diminui ainda mais o apetite. As refeições devem ser momentos tranquilos e felizes.

Escrito por Angélica Padilha (angelica.padilha@uol.com.br) – Nutricionista, palestrante, colunista, criadora do projeto “Chega de Adiar” e apaixonada por nutrição e alimentação saudável.

 

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8 Comments to 10 Passos para Alimentação de Bebês e Crianças Pequenas

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  1. Conceição Maia Rocha de Oliveira

    Gostei bastante e, apesar de nada ser novo para mim (já sou avó) acho que todo o mundo deve aceder a estas informações! Excelente trabalho de divulgação. Parabéns!

  2. Tenho uma filha de 1 ano e 8 meses, e ela esta sendo cuidada pela avó… I como dizem, vovó so paparica… Quando saem a BB so quer refrigerante, i a vovó para não presenciar pirraça aceita e fora as balas e chocolates…! Não sei mais oq fazer! Heheh

    • Angélica Padilha

      Silvana, as fórmulas infantis são específicas para cada idade. As de partida podem ser utilizadas para alimentação de lactentes desde o nascimento até o 6º mês de vida, inclusive exclusivamente. Vale lembrar que cada indivíduo é único, por isso é importante procurar um Médico ou Nutricionista para uma consulta presencial. Beijos