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A temida fase dos porquês!

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Mesmo antes de ser mãe eu já temia a fase dos “porquês”, aquela que normalmente chega próximo dos três, quatro anos de idade! Embora a fase dos “porquês” com meu filho tenha começado de forma retraída próximo dos três, realmente está muito intensa aos quatro anos. E não sou a única nesse barco, nem você será!

Não é fácil estar preparado para todos os questionamentos de seu filho, ainda mais quando nem mesmo você sabe a resposta para tudo e não saberá mesmo, não é? Tenho agradecido os tempos modernos e um parceiro bem mais aplicado do que eu, que tem uma resposta para quase tudo, principalmente quando envolve questões científicas… rs…

É nessa fase que a criança passa a despertar para a curiosidade de entender como as coisas acontecem; isso ocorre devido à construção da própria identidade, que acontece na infância quando ela começa a se descobrir, a ter noção do próprio “eu”, da importância de sua existência, do que ela pode fazer, ver e ouvir.

Porém é gostoso observar os questionamentos de seu filho, sempre muito curioso e engraçado, do tipo, “Por que o céu é azul?” “Agora está noite para dormir?” “Já está claro, posso brincar?”. Coisas e situações que você já deixou de pensar a muito tempo, e hoje apenas vivencia. Essa fase tem essa riqueza, pois através dela é possível voltar a olhar melhor a sua volta, e prestar mais atenção no mundo!

É importante não limitar, ignorar ou até mesmo criticar tais questionamentos, pois quanto mais incentivado ele for, essa busca levará a novos questionamentos e ele não sentirá falta de interesse e se mostrará mais seguro em continuar a descobrir coisas novas.

Interessante avaliar que é comum fazermos aquela pergunta “cabeluda” que normalmente não faríamos para qualquer pessoa, mas sim para alguém que confiamos e que sabemos que não vai caçoar. Assim acontece com a criança, ela questionará as pessoas em que ela mais confia. Por essa razão é importante ser sincero, mesmo quando tais questionamentos te deixam em “saia justa”, do tipo, “Mãe, você não tem pipi?”.

Ser direto e responder exatamente o que a criança perguntou, ajudará o pesquisador-mirim a compreender melhor. E sem pular fases, tudo no seu tempo, pois na maioria das vezes a criança pergunta aquilo que ela está preparada para ouvir.

Isso não quer dizer que se deva entrar em muitos detalhes. Normalmente, uma resposta simples e direta já satisfaz a criança naquele momento. Por exemplo, quando ela pergunta “De onde vêm os bebês?”, pode-se responder “Da barriga da mãe!”, sem entrar no mérito de como acontece todo o processo… rs. Pois assim como foi dito acima, é importante não pular fases, tudo terá o seu momento e o diálogo apropriado para cada fase. Você conseguirá sentir e dosar isso.

Por fim, quero compartilhar duas dicas que fazem todo o sentido pra mim, e podem ajudar você a passar essa fase de forma mais tranquila e produtiva:

1 – Aproveite esse momento de questionamentos e estimule muito a curiosidade de seu filho, isso pode fazer toda a diferença para a vida adulta dele.

2 – Durante essa fase, procure você mesma se debruçar sobre o que é singelo. Talvez você tenha um pouco de dificuldade para fazer isso, pois crescer em alguns momentos nos torna mais cegos para certas coisas que nos fazem bem. Então, permita-se olhar mais para as situações singelas e celebrar a da vida vivida. Afinal divirta-se, essa é uma boa receita!

 

Agora te convido a escrever aqui embaixo qual foi a pergunta mais difícil de responder que seu filho já fez! Conte-nos…

 

Escrito por Evelin Ribeiro (evelinribe.psic@gmail.com): psicóloga, atualmente vivenciando o papel de mãe e apaixonada pelas descobertas diárias que a maternidade oferece.

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