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Alimentação complementar do bebê

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Descubra tudo sobre alimentação complementar do bebê

A alimentação é de grande importância, pois deficiências nutricionais ou condutas alimentares inadequadas podem prejudicar de imediato a saúde do seu bebê e deixar sequelas futuras como atraso escolar e desenvolvimento de doenças crônicas.

O leite materno, quando é ofertado exclusivamente, até o sexto mês de vida (recomendação da Organização Mundial da Saúde), é suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais do bebê e protegê-lo de doenças. A partir deste período torna-se necessário introduzir alimentos complementares, pois o leite materno já não supre as necessidades. Contudo recomenda-se continuar com o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais.

Porém alguns motivos podem fazer com que a introdução de outros alimentos ocorra antes, especialmente quando a amamentação precisa ser diminuída antes dos seis meses. É o caso de mães que trabalham fora. Se essa for a sua situação mamãe, procure primeiro o seu pediatra, para que você seja orientada de acordo com o seu caso, já que a introdução de outros alimentos deve respeitar a maturidade da criança, mas aproveite esse artigo e comece a se programar e depois nos conte a sua experiência e como tem sido esse processo.

Uma ou duas semanas antes de retornar ao trabalho, comece a tirar o seu leite e a guardá-lo para fazer um estoque (busque orientação profissional para isso).

Procure amamentar antes de sair de casa para o trabalho, imediatamente após regressar e durante a noite.

No trabalho, se possível, retire o leite, tantas vezes quanto o seu bebê mamaria se estivesse com você e nos dias de folga, ofereça o seio à vontade.

E para iniciar a alimentação complementar de maneira adequada aproveite as dicas abaixo:

  •  Uma alimentação complementar adequada compreende alimentos ricos em energia e micronutrientes, sem contaminação, sem muito sal ou condimentos, de fácil consumo e boa aceitação pela criança, fáceis de preparar a partir dos alimentos da família e com custo acessível;
  • Deve ser variada incluindo os seguintes grupos de alimentos: cereais ou tubérculos, leguminosas, carnes, hortaliças (verduras e legumes) e frutas. Dietas vegetarianas devem ser evitadas, assim como a ingestão de líquidos com baixo valor nutritivo como chás, café e refrigerantes;
  • A Academia Americana de Pediatria recomenda, no máximo, 150ml/dia de suco de frutas, para evitar competição com alimentos nutricionalmente mais ricos;
  • Recomenda-se introduzir os novos alimentos gradualmente, um de cada vez, a cada 3-7 dias, para que a criança identifique os vários sabores e seja possível identificar alguma possível intolerância ou alergia;
  • Lembre-se que em média, a criança, precisa ser exposta a um novo alimento de oito a dez vezes para que o aceite bem;
  • A consistência dos alimentos no início deve ser adequadas para a criança, sendo semi sólidos e macios (forma de purê), para não comprometer a ingestão adequada dos nutrientes, posteriormente, os alimentos já podem ser picados, desfiados ou cortados em cubos pequenos de acordo com a aceitabilidade da criança;
  • Utilize colher ou copo para oferecer os alimentos complementares, pois são bem aceitos pelo bebê. O uso de mamadeiras deve ser descartado, pois é uma fonte de contaminação e pode prejudicar a amamentação, causando uma confusão de bicos, ocasionando um fator a mais de desmame precoce;
  • Os alimentos complementares podem ser oferecidos antes ou após a amamentação ao seio;
  • A primeira papinha deve ser de sal, pois crianças que consomem primeiro a fruta desenvolvem preferência por sabor doce. Porém, vale ressaltar que toda a orientação deve ser discutida com o seu pediatra.

 

 

 

Escrito por Angélica Padilha (angelica.padilha@uol.com.br) – Nutricionista, palestrante, colunista, criadora do projeto “Chega de Adiar” e apaixonada por nutrição e alimentação saudável.

 

 

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2 Comments to Alimentação complementar do bebê

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  1. Boa noite,

    Tenho lido bastante sobre introdução alimentar e encontrei, em muitos textos, pros casos em q a mãe não retorna ao trabalho precocemente, dicas para que as mmães percebam o momento adequado dessa alteração na alimentação. Esses textos afirmam que quando a criança senta com o mínimo apoio, ela já pode começar com as frutas. Quando a criança já tem total autonomia no sentar, ela já pode começar com as papinhas salgadas. E as carnes podem ser introduzidas quando a criança já consegue fazer pinça com os dedos indicador e polegar. Vcs têm algo a falar sobre isso?

    Rosana km

  2. Adorei saber disso meu bebê esta com 3 meses eu iria começar a dar papainha doce para ele com 6 meses mais vou começar pela salgada obrigada pela dica adorando esta pagina Parabéns