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Meu filho dorme em minha cama…

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Não me considero nenhuma revolucionária do tipo que levanta bandeira, na verdade hoje em dia tomo muito mais cuidado com isso, por que o cotidiano sempre nos surpreende, muitas vezes positivamente, e outras negativamente.

Porém sempre imaginei que quando tivesse filhos eles dormiriam em seus quartos felizes e satisfeitos, após um simples: “boa noite, a mamãe te ama, durma bem”…rs…

Quando engravidei pela primeira vez tinha muitos medos, angustias, mas também teorias instaladas, curiosidades e muito amor envolvido. Mas mãe de primeira viagem, diga-se de passagem, é de fato muito mais preocupada que outros momentos.

Pois bem, quando meu primeiro filho nasceu ele teve a sorte de ter seu próprio quarto e um quarto equipado com uma babá eletrônica, mas na minha mente, faltava a mãe que não era tão tecnologicamente programada para viver esse momento.

Tive um pouco de receio no começo em deixá-lo sozinho no quarto tão novinho e claro o seu carrinho virou um berço no meu quarto, mas por pouco tempo até eu me sentir segura o suficiente para não acordar diversas vezes só para ver se ele estava respirando mesmo.

Com um mês ele foi para o seu quarto, confesso que algumas noites e várias delas eu continuei indo para o seu quarto dar aquela conferida básica, é difícil confiar nos eletrônicos, mas quatro anos depois a minha babá eletrônica está firme e forte…rs…

Tudo continuou indo muito bem, ele cresceu, trocou de berço para cama, muito lindo esse momento de maior independência para ele. Sua cama é daquelas do tipo bi cama, então deixamos ela virada para a parede de forma contrária, assim o apoio impedia que ele caísse da cama. Estava tudo indo muito bem, até ele ganhar maior segurança, equilíbrio e coragem… Arriscou e aprendeu a descer da cama e passou a seguir o caminho para a nossa cama.

Em algum momento houve o arrependimento de ter facilitado essa ida, pois para ajudar ele a subir da cama, nós colocamos um banquinho. Isso bastou para ele ir todas as noites e depois não querer mais dormir em seu quarto e sim conosco todas as noites.

Além da privacidade do casal que ficou afetada, tinha a questão do espaço para dormir, pois ele dominava literalmente a cama. Nesse momento, começou a tentativa para coloca-lo para dormir em seu quarto novamente. Muitas vezes esse processo era exaustivo, principalmente após um dia de trabalho cansativo para ambos. Contar história, ficar junto, continuar junto e ir dormir, “ufa eba! ele dormiu” e íamos felizes para cama, aí você acorda durante a madrugada e sente uma criança gostosa no meio novamente.

Por um tempo houve a desistência e nos conformamos com a situação, ele dormiu conosco por quase um ano até que simplesmente foi para o seu quarto, por que era legal ter a sua cama, o seu cantinho e o seu espaço. Claro que o fato de ter uma irmã que começou a dividir o quarto com ele, ajudou no processo, pois ele não mais estava sozinho naquele quarto grandão.

O que tirei de tudo isso?

Ser mãe muitas vezes é pagar com a língua, como o próprio ditado diz. Assim como aquele ditado popular não cuspa para cima para não cair na testa, pois muitas vezes somos colocados a prova. O assunto sobre dormir na cama ou não, é meio polêmico por si só, porém não encaro como certo ou errado esse processo. Há quem consegue, há quem não consegue, há aqueles que nem tem seu próprio quarto e tem que se adaptar a realidade que vive naquele momento.

Há realidades diferentes, situações diferentes, momentos diferentes, mas uma coisa há em comum entre todas elas, a vontade de fazer certo, a vontade de proporcionar o melhor para aquela criaturinha que mudou sua vida por completo e você já nem liga mais se ele prefere dormir sozinho ou com você, pois afinal de contas, é muito bom dar umas escapadas para a cama da mãe que é sempre tão quentinha, acolhedora e sempre se ganha um cafunê.

Aprendi a viver cada momento e tirar o que é bom dele. Não sei como será esse processo com a minha segunda filha, mas se todos quiserem dormir um pouco na cama do papai e da mamãe, hoje pode! Depois eles sempre vão para o seu quarto. Saem para vida para crescer ainda mais.

Esse texto em específico não quis abordar questões psicológicas, a intenção foi justamente  não se aprofundar em nenhuma questão, mas sim compartilhar com vocês como foi a minha experiência. Mas se algo te aflige, tem tirado o seu sono e a sua paz de espírito, pode ser a hora de analisar o que está acontecendo e procurar ajuda profissional.

Compartilhe conosco suas experiências e dúvidas.

 

Escrito por Evelin Ribeiro (evelinribe.psic@gmail.com): psicóloga, atualmente vivenciando o papel de mãe e apaixonada pelas descobertas diárias que a maternidade oferece.

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2 Comments to Meu filho dorme em minha cama…

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  1. Gostei muito do texto.
    Hoje eu e meu marido vivemos quase a mesma experiência temos uma filha de 13 e um com 3 anos e os gêmeos 1ano e 11 meses, um dos gêmeos no início da noite até dorme na cama dele,mas na madrugada ele acaba indo para nossa cama.
    Confesso que é cansativo, mas também muito gostoso.

  2. lUCIMAR ALVES

    POXA ME SENTI NESSE POST, ESTOU VIVENDO ISSO AI, MEU PORINCIPE TEM DOIS ANOS E DOIS MESES E TODAS AS NOITES ELE DORME METADE NA DELE E METADE NA MINHA