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Ser ou não ser mãe? Oh, dúvida cruel!

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Esse post é especialmente para as MAMÃES ou para mulheres que estão se preparando para serem MAMÃES…

No post de estréia da psicóloga Fabiana Rezante aqui no site da UNIMP, ela nos convida a refletir sobre o “nascimento” da mamãe dentro de nós mulheres!

Muitas mulheres não tem o sonho da maternidade, assumem isso com muita tranquilidade, e são bem felizes assim. Outras porém, acabam cedendo à pressão da sociedade ou do companheiro, e se tornam mães mesmo não sentindo o despertar da maternidade em seu íntimo… A própria Fabiana passou por isso, e nos conta um pouquinho sobre o despertar da “mamãe” que aconteceu com ela…

Se isso aconteceu com você também, conte-nos a sua experiência, deixe um comentário no final do artigo!

Boa leitura…

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Ser ou não ser mãe? Oh, dúvida cruel!

         Início o meu texto com essa questão: “Ser ou não ser mãe? Oh, dúvida cruel!” Soa até como uma brincadeira, mas não é. A questão é muito séria.

Muitas vezes, as mulheres deixam-se levar pela imposição da sociedade, do que é o “mundo perfeito”, e esquecem-se das suas próprias vontades e dos seus instintos.

Falo isso porque nos tempos atuais não é fácil ser mãe, pois é uma carga muito pesada sobre a mulher quando se fala em maternidade. O ideal é que a vontade de ser mãe nasça de dentro pra fora, e não de fora pra dentro, apenas para agradar a todos em volta.

Há uma pressão tão grande, que muitas ficam a procura de um príncipe encantando só para ter filhos, porém esse “príncipe” pode não aparecer ou nem existir. Ser mãe não está ligado a ter, e sim a ser, e também não está ligado ao cronograma biológico gritante que surge ou muito menos pelo estado civil.

Portanto, deve-se saber o que realmente são suas prioridades e o que de fato deseja, pois um relacionamento não se sustentará por ter ou não ter filhos. O amor deve ser um fator determinante e de prioridade para que o restante aconteça naturalmente, e aí sim o desejo de se formar uma família.

Por esse motivo, quando se fala em filhos não se pode ser egoísta, pois há muitas responsabilidades há serem assumidas e que não se resumirá apenas em cuidados com a criança.

Educar e cuidar de uma criança não é uma tarefa fácil, pois demanda tempo e principalmente disposição, e é importante não terceirizar essas demandas para que depois isso não se torne uma frustração, pois para ser mãe é preciso muita dedicação.

Entretanto, os nossos desejos mais profundos surgem, mostrando que evoluímos emocionalmente, optando pela maternidade ou não, sem nos culparmos caso essa “vontade de ser mãe” não aconteça, pois temos o direito de saber o que queremos e quais são nossas prioridades.

Levantei esse assunto porque algumas vezes me senti assim, fora do padrão, literalmente fora do “quadrado”. Diversas vezes me questionei porque não sentia essa vontade de ter filhos, mas eu acreditava que tudo fosse acontecer na hora certa, que com a maturidade, essa vontade chegaria junto, sem apressar o destino.

Hoje tenho um filho lindo e um marido super amoroso, por isso acredito que tudo vem no seu tempo. No meu caso foi construído por uma relação de muito amor, mas não acredito que surge apenas por isso, temos instintos escondidos que se afloram, e não existe momento certo.

Mas, o mais importante de tudo é acreditar que quando acontecer o instinto materno surgirá, sem questionamentos, sem culpas. Ele se aflorará naturalmente, e quando menos esperar, você verá que o seu comportamento já mudou, e que suas prioridades também já não serão mais as mesmas, e que não se colocará mais em primeiro lugar!

Algumas mulheres podem até se sentirem frágeis com a mudança, porem é possível superar quando existe amor e apoio em torno de uma decisão que realmente não é fácil de optar.

Contudo, esse desejo de ser mãe pode vir, sendo através de uma gravidez ou até mesmo de uma adoção, e que com a maternidade tudo mudará, nunca mais nada será igual e que mesmo que demore ou, seja rápido demais, é muito bom e vale cada segundo ser mãe!!!

Então, antes de ter filhos, se questione e reflita se realmente apenas quer “ter”, ou se quer “ser” uma mãe, caso seja a segunda se prepare, pois saberá o que realmente é o AMOR INCONDICIONAL.

 

Fabiana Rezante Pinho (fabianarezante.psico@yahoo.com.br) – psicóloga desde 2009, mamãe e grande admiradora da maternidade, dos comportamentos e do desenvolvimento infantil.

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A UNIMP é um espaço de compartilhamento de experiências e descoberta de novos caminhos e ferramentas que facilitem o processo de educação e relacionamento entre pais e filhos. Nossa missão é auxiliar os pais a resgatarem sua autoconfiança e a desvendarem um caminho mais tranquilo, seguro e feliz no processo educacional de seus filhos, tornando-os assim, companheiros de jornada e transformando a família em um porto seguro, que lhes dá inspiração para seguir ultrapassando os obstáculos que a vida pode proporcionar e conquistando sonhos.

10 Comments to Ser ou não ser mãe? Oh, dúvida cruel!

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  1. Muito bom texto, me encaixei na parte sobre os questionamentos de ser ou não, também me sinto fora do “quadrado” rs.. Parabéns Fabiana! Bjs

  2. Texto super bem colocado, sem tendenciar para nenhum dos lados. Inteligentissimo, real e atual.
    Parabéns Dra Fabiana, me identifiquei muitooooo com o artigo.

    “se questione e reflita se realmente apenas quer “ter”, ou se quer “ser” uma mãe” “quando se fala em filhos não se pode ser egoísta, pois há muitas responsabilidades há serem assumidas e que não se resumirá apenas em cuidados com a criança.”

    O tema me chamou a atenção, por isso resolvi ler, mas confesso que iniciei a leitura com a certeza que seria só mais uma receitinha de bolo da Vovó, tendenciosa…. e a decisão de ser ou não mãe é muito séria, realmente não dá para ceder a pressão da sociedade.
    Ainda não passei pela maternidade, e assim como você já me questionei inumeras vezes o que tenho de diferente das mulheres do meu convivio e da grande maioria do mundo? Amo crianças e por ama-las só as terei quando realmente a vontade vir de dentro para fora!

    PARABÉNS

  3. Fabi! Amei, nem me fale em padrões sociais, logo eu com quase 30 e solteira…mas muito feliz! Tenho o desejo de ser mãe, mas acredito que acontecerá na hora certa!!! :) bjossss

  4. Flavia Arcanjo

    Finalmente um artigo que descreve um pouco do que eu sinto: fora da caixa !!!!
    Essa cobrança da sociedade as vezes é cruel e temos que pensar e repensar muito antes de tomar essa decisão tão importante e que irá mudar a vida da mulher para sempre.
    No aguardo dos próximos artigos com essa mesma leveza para tratar assuntos tão delicados 

  5. Parabéns norinha linda, sei perfeiramente o que vc passou até engravidar, até minha mãe cobrando um netinho e vc dizendo to pensando….rsrsrs
    Estamos muito fekizes com o nosso príncipe e seique ele fez e faz a felicidades de vcs.
    Adorei o modo como vc colocou as dúvidas de “TER ” e “SER” , parabéns

  6. Fabiana, a minha vida inteira eu quis ser mãe. Até que aos 28 anos engravidei sem qq planejamento. Aí sim eu me perguntei sobre ser ou não ser mãe. Uma das questões era saber se eu tinha um príncipe ou um sapo ao meu lado para finalmente realizar meu maior sonho.
    De fato, o príncipe não existe. E mesmo que a mulher tenha apoio de seu companheiro ou da família, o filho será sempre dela! 97% de toda a responsabilidade é dela!!
    Obrigada pelo texto, ele coloca as nuvens cor de rosa da maternidade de lado para que haja reflexão sobre um longo caminhoa ser trilhado.
    Bjo grande

  7. Fabiana excelente reflexão! Depois da maternidade realmente tudo muda na sua vida e você conhece o amor incondicional. O amor de mãe não tem explicação, não tem condição.

  8. “Educar e cuidar de uma criança não é uma tarefa fácil, pois demanda tempo e principalmente disposição, e é importante não terceirizar essas demandas para que depois isso não se torne uma frustração, pois para ser mãe é preciso muita dedicação.”

    Há três décadas, principalmente, a educação e cuidados com a criança vêm sendo banalizada e terceirizada aos avós, babás, creches e escolas, gerando adolescentes extremamente sem limites e valores essenciais, além de pais frustrados e “sem noção” das deformações causadas na personalidade e caráter de seus filhos.

    Fá,

    Um artigo muito bem escrito e consciente da enorme responsabilidade de ser mãe,
    Parabéns por ser uma excelente mãe desse pequeno tão querido!
    Feliz por suas escolhas!
    Bjs